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Building the Progressive Future Together

A Europa está rodeada de crises e passou a ser ela própria a crise – produtora de crises – com contradições insanáveis e clivagens na geografia dos povos, que conduz à desconfiança e rejeição do projecto de unidade europeia. E com as elites europeias burocratas sem pensamento político e sem visão de conjunto sobre o futuro, com os “interesses comuns” deslaçados ou inexistentes, não é possível evitar a sua fragmentação. É um desafio à sua relevância e à segurança. Como refere o Presidente da República, a “UE tem de agir para antecipar crises”. Os líderes autistas das instituições europeias não sabem lidar com as incertezas do mundo de hoje e deviam saber encarar as Forças Armadas (FA) como importante instrumento da segurança nacional e de uma política externa com dimensão, numa fase em que a Aliança Atlântica está em causa. Só assim é possível responder às complexas ameaças, que ultrapassam as fronteiras geográficas. A renovação da arquitectura de defesa da UE constitui uma prioridade, sem condicionar a soberania da intervenção autónoma dos Estados-membros, e tendo presente que a Defesa Nacional não é um milagre! Uma das soluções para que a UE possa contribuir para a produção de segurança global é passar a ser um actor credível na ordem internacional, principalmente pelo apoio à construção de alianças regionais e globais mais consistentes – dando prioridade à parceria estratégica com África. Por outro lado, tem de promover o investimento em instituições internacionais de forma a transformar-se numa UE com maior nível de integração, melhor coesão política dos Estados-membros e uma verdadeira política de segurança e defesa, que não passa pela criação de um Exército europeu, mas sim complementar da Aliança Atlântica. A democracia reclama um modelo de sociedade assente na vocação cívica e escolhas de cidadania mais lúcidas. É essa que justifica, para os cidadãos, os direitos e os deveres de participação democrática. A cidadania tem que incutir estas responsabilidades, ou seja, o sentimento de comunidade que fundamenta direitos e deveres recíprocos e não o inverso. A construção europeia só pode ter futuro se as decisões europeias forem aceites como legítimas pelos povos. Aquelas decisões requerem melhores políticas públicas, esforço de negociação e compromissos, porque partem duma grande diversidade de interesses. E, por isso, têm de ser percepcionados como vantajosos pelos Estados-membros envolvidos. São necessários verdadeiros europeístas e estadistas convictos. Enfrentamos hoje um momento crítico. Temos de decidir o caminho a escolher. As divisões políticas internas persistem intactas, a recuperação económica parece demasiado frágil e os extremismos populistas antieuropeus crescem por toda a parte. Para inverter a dinâmica de fragmentação regional, os responsáveis políticos portugueses e europeus precisam de reinventar a aliança entre a democracia liberal, a inovação económica e a integração regional. O Ocidente está em decadência mas o declínio da UE não é inevitável. Penso que a alteração e progresso da Europa passará pela regulação do poder financeiro, para que a banca e algumas elites à escala nacional e europeia não inviabilizem o futuro dos estados comunitários. Não é de todo justo os países do sul serem sujeitos à criação de desafios constantes para países mais desenvolvidos financiarem soluções criando assim relações de interdependência que não potencializam verdadeiramente a politica de coesão com a ideia de unidade na diversidade sendo esta a verdadeira premissa que fundamentou o projecto europeu.
2 months, 3 weeks ago in FOR A UNITED SOCIAL EUROPE
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Portugal, Lisbon

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Mutualise the risk of unemployment at the European level is a complicated task but it is possible. Indeed, Europe could promote an high protection of that risk by developing, first, harmonisation on unemployment insurances conditions. It would concern : the length of the indemnisation, but also the control methods and much more important the way the person unemployed is taking care of. Because of course, unemployed people are persons, human beings. And European socialists should see them like as fragile people, not as thief, like some right wing parties across Europe do. When the harmonisation is over, or that differences between Member States are so huge that it is impossible to harmonise, the EU should unify. By setting a percentage of monthly indemnisation in regard of the previous salary. It should be set on the higher scale, so that no country has to lower its protection. It should also be part of a new fund, that would fit into cohesion and solidarity objectives of the EU and that would coexists with the actual funds. This amount of money would go to the support of the unemployed person (new formation, personal counselor, better information on workers and unemployed people rights) and to active way to fight unemployment, such as the french initiative “territoire zéro chômage”. Finally, this amount of money would be coming from the workers cotisations, the member states and new taxations, for instance by establishing a bonus malus for companies if they choose to hire workers on fixed-term contract or permanent contract. The EU must protect its citizens from social risks, and I could write other proposals, such as health care for everyone, working conditions, especially with work accidents, or democracy inside the companies. By protecting them, the EU would contribute to build a better European citizenship, and would finally enhance its role as a welfare union.

2 months, 4 weeks ago in FOR A UNITED SOCIAL EUROPE
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